Postado por: Agência d3b

Mercado de franquias se destaca e dribla crise nacional

O mercado de franquias continua crescendo anualmente, independente da atual situação econômica enfrentada no país. Mesmo que não tão acelerado, o crescimento sempre esteve presente nesse setor, o que torna o investimento nesse segmento ainda mais rentável.

A Pesquisa Trimestral de Desempenho do Setor, desenvolvida pela ABF, apontou um crescimento nominal de 5,9% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018. A receita passou de 40,734 bilhões de reais para 43,122 bilhões. No semestre, o aumento foi de 6,4% (79,496 bilhões de reais para 84,586 bilhões). Já a receita acumulada nos últimos 12 meses teve uma expansão de 6,9%, passando de 168,360 bilhões de reais para 179,933 bilhões.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, por exemplo, o setor de serviços tem sofrido muito com a crise econômica dos últimos quatro anos. No entanto, quando falamos de franquia de serviços a história é bastante diferente, afinal, esse setor aparece em destaque, com um crescimento de 8,9% no segundo trimestre do ano.

franquias

É possível afirmar que tal diferença entre franquias e outros negócios têm uma explicação. O sistema de franquias tem características únicas. Por exemplo, compartilhamento, colaboração, escala, força da marca, transferência de know-how e trabalho em rede, tudo isso atrai investimentos dentro e fora da crise. O empreendedor sabe que uma franquia lhe dará mais retorno do que ter um trabalho independente, por exemplo.

Buscando diferencial para sobreviver

Apesar desses pontos positivos, o setor de franquias não deixou de sofrer com a crise econômica. A projeção de crescimento anual para esse mercado chegou a ambiciosos 10%, mas foi revista para 7% por conta dos altos e baixos econômicos do primeiro semestre.Também foi maior o número de fechamento de unidades, mas nada que não faça parte do negócio. A situação obrigou as empresas olharem para dentro e fizeram uma otimização do território, filtrando as operações para que houvesse um crescimento.

Isso quer dizer que muitas franquias optaram por se reinventar, criaram modelos mais enxutos. Muitas delas reduzindo o espaço de exposição e o estoque. Já outras estão segmentando seus produtos e criando novas tecnologias, tudo isso para promover a inovação e combater a crise.

Fora da zona de conforto

Normalmente os franqueados já seguem um padrão rigoroso da franquia, porém, para fugir da crise foi necessário sair dessa zona de conforto e olhar para fora. Isso quer dizer que as franquias começaram a sair do eixo Rio-São Paulo e estão se expandindo para todo o território nacional. Para se ter uma ideia, de acordo com a ABF, atualmente há franquias em 2.504 dos 5.570 municípios brasileiros (índice de penetração de 45%), com uma média de abertura de três unidades por hora no segundo trimestre de 2019.

Muitas pessoas não sabem, mas o setor de franquias responde por 2,6% do PIB brasileiro. Para cada unidade aberta, a média de pessoas contratadas é de oito, o que contribui com a economia nacional. A expectativa da ABF é que o setor tenha um segundo semestre ainda mais sadio e rentável.

Artigo escrito por Douglas Donegá, Cofundador da Agência d3b